terça-feira, 23 de agosto de 2011

Era uma vez

Era uma vez uma menina que vivia num planeta distante lotado de pessoinhas ocupadas e que não podiam lhe dar toda a atenção do jeito que a menina julgava necessário.

Esta menina foi fechando-se em seu mundinho e se isolando destas pessoas ocupadas que não conseguiam ver o sofrimento daquela vida.

A vida ia passando, e quanto mais os ponteiros do relógio denunciavam o final de mais um dia aquela pobre alma se sentia perdida. Sozinha num mundo lotado de pessoas ocupadas. Em sua cabeça somente conversas e pensamentos que não iriam lhe agregar nada de bom.

Junto dos segundos do tic tac do relógio, a esperança de ser notada ia sumindo dos vagos devaneios daquela menininha.

Até que um dia a meninha não queria mais viver. Sentiu-se fora do contexto deste mundo corrido com pessoas ocupadas e resolveu se desligar de tudo. Sem fome, sem sede, sem sono, passou a ser simplesmente uma vida que respira.

E até hoje a menininha segue sozinha em um dos cantos deste mundo ocupado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

de novo, de novo, de novo

A mesma música triste soa novamente me fazendo enlouquecer quando me domina os pensamentos. Em cada tom e semitom machuca minha alma. Grito de dor e minha voz ecoa em mim. Vazio. Onde estará aqueles sentimentos bons e minha força de vontade pra correr atrás de meus sonhos?

A coisa mais estranha é que de nada valem os meus sentimentos. As pessoas tem pressa e saem a me pisotear. Ploft. Estou no chão de novo. Pra onde ir? Pra onde olhar? Pra que direção seguir? Pqp... só vejo que chego ao fim de mais um caminho errado que resolvi seguir. Pois é. Mais um caminho em que me encontro sozinha e com as idéias desconexas. O que fazer? Pra onde Cris? Pra onde?

Você está sozinha outra vez. Aprenda por favor, que não pode fazer de alguém parte de você. Você precisa ser feliz por você mesma. Por favor, pare de sofrer. Não ligue pras outras pessoas. Não ligue para ninguém. Pense em você... Prometa isso pra você...


terça-feira, 9 de agosto de 2011

something is not going well

Sutilmente puxei-lhe pelo braço para sussurar ao pé do ouvido palavras doces para que pudesse te cativar. Minhas garras fortes de ferro conseguiram te dominar. Porém com o tempo, de tanto sugar seu ar, estas garras passaram enferrujar...

Ferrugem corroia meu coração e pouco a pouco as garras iam se deteriorando.

Um pintor onipresente percebeu a situação das garras de ferro e sem muito pensar já foi logo tentando ajudar. Pegou uma tinta fresca e começou ao ferro pintar.

Porém com os dias nublados vento e tempestada não deixaram esta tinta secar. A garra de ferro não teve tempo para secar. E em cada dia de chuva continua a oxidar.

Será que essa chuva nunca vai passar?
=/